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A Tradição Musical … (4) – extraída de “Adágio”, nº13 – Outubro de 1982

Não foi apenas em relação ao Grupo Musical “O Pobrezinho” que se revelou o espirito de amizade e de colaboração da S.F.U.C.O.

Em 1/7/1927, fundou-se aqui nos arredores uma nova colectividade que tinha entre os seus objectivos principais a criação de uma banda: a Academia Recreativa e Musical de Sacavém, com a qual se estabeleceu, logo de inicio, a melhor das relações.

O Sr. Joaquim Cardoso Alves recordava: “A primeira colectividade que a ajudou fomos nós… fomos lá iniciar”.

De facto, alguns músicos da banda da S.F.U.C.O. até acabaram por fazer parte das duas bandas, como o próprio Sr. Alves que, durante 20 anos, tocou também na banda de Sacavém. Esta situação ainda se mantém, mas também há músicos de Sacavém integrados na banda dos Olivais[situação que actualmente já não se verifica].

Com o passar dos anos, estas relações foram-se intensificando ao ponto de, em 1948, o regente da banda de Sacavém, Sr. João de Sousa Viegas, ter passado a reger igualmente a da S.F.U.C.O. – situação que se manteve até há pouco[o maestro Viegas abandonou a banda em 1982 quando já tinha completado 88 anos].

Habitualmente, o aniversário de uma das bandas é comemorado com a presença da outra – uma tradição que vem desde os primeiros tempos da banda de Sacavém.

Este espírito de amizade e colaboração tem sido uma caracteristica constante na história da S.F.U.C.O. e o Sr. Alves recordava relações outrora existentes com outros agrupamentos como a banda da Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo, a da Sociedade do Alto de Santo Amaro, …”outra da Travessa da Condessa da Ribeira, em Sto. Amaro – e que era muitissimo boa…”, a da Sociedade do Beato, o Solidó do Beato, o Solidó do Cruzeiro da Ajuda… a banda de Alverca”.

Sócia honorária das duas colectividades congéneres da Figueira da Foz, a Filarmónica 10 de Agosto e a Filarmónica Figueirense, a S.F.U.C.O. mantém hoje, desenvolve e intensifica esse tipo de relações com bandas e grupos corais[actualmente já não] dos mais diversos pontos do pais e até do estrangeiro, como a banda juvenil do Croydon School’s Centre for Wind Players (Inglaterra) e o coral francês “La Brenadienne”.

Helder Rodrigues